Spread Bancário em 2021: entenda como funciona

31/5/2021
Spread Bancário em 2021: entenda como funciona

Um assunto muito discutido todos os anos é o Spread Bancário e em 2021, a taxa média cobrada poderá ser uma das menores em relação aos últimos anos. A taxa média em 2021 deve permanecer dentro dos 15 pontos percentuais, conforme indicam as projeções do Banco Central do Brasil.

O Spread Bancário está presente nas operações de todos os bancos e se você possui algum tipo de ação ou transação monetária com eles, provavelmente será atingido. Para entender melhor como funciona o Spread Bancário e de que maneira ele pode afetar sua vida, iremos mostrar conhecimentos indispensáveis.

O que é Spread Bancário?

A definição de Spread Bancário pode ser entendida como a diferença entre aqueles juros que o banco paga para você ao captar recursos e os juros que esse banco te cobra para emprestar ao cliente. Essa definição é utilizada pelo Banco Central do Brasil, a qual explica sucintamente essa operação.

A captação dos recursos por parte de um banco (empréstimo de valores dos clientes para as empresas bancárias) ocorre através da poupança e renda fixa, por exemplo. No caso da cobrança de juros feita a você por parte dos bancos, ela ocorre através dos empréstimos ou financiamentos.

O Spread Bancário é um espelho das operações de outros negócios e como exemplo, podemos citar uma loja de roupas. Neste caso, o proprietário da loja irá até seu fornecedor e comprará peças por um certo valor, o qual será ajustado para que esse negócio possa ter lucros. Ou seja, venderá por um preço maior aos consumidores.

Entenda como funciona o Spread Bancário em 2021

Em 2021, o funcionamento dependerá de uma composição feita por alguns fatores que afetam diretamente as companhias bancárias. No caso da composição do Spread Bancário, são identificados alguns fatores determinantes para o valor final. Cada um possui suas potencialidades, conforme mostraremos a seguir.

1. Inadimplência

A inadimplência é um dos principais fatores e nela o banco justifica grande parte da projeção do Spread Bancário. Segundo os próprios bancos, os índices de inadimplência são muito altos e os obriga a criar uma margem de segurança.

2. Lucros

A margem de lucro será determinada entre o valor pago pelos bancos de rendimentos aos seus clientes investidores versus os juros recebidos de empréstimos e financiamentos. Isso determinará o superávit das instituições.

3. Impostos Diretos

São vários os impostos diretos pagos pelos bancos que entram junto nos fatores determinantes, mas o considerado mais importante é o IOF. Esse é pago diretamente pelos clientes e ajudam a reduzir os rendimentos do aplicador.

4. Custos Administrativos

Estes custos também entram na composição e estão ligados a manutenção das atividades de trabalho, com salários e despesas próprias das agências, por exemplo.

5. Fundo Garantidor de Créditos

No caso do Fundo Garantidor de Créditos (FGC), ele não possui fins lucrativos e protege os depositantes de valores junto às instituições financeiras privadas. Como este fundo permite recuperar parte dos investimentos em casos específicos, recolhe-se 0,0125% do valor total de depósitos realizados.

6. Compulsórios

Os depósitos compulsórios são também componentes e possuem determinação legal para estarem envolvidos com o Spread Bancário. O objetivo principal é controlar o dinheiro em circulação, fator que determina diretamente as taxas de juros que são praticadas.

Os impactos do Spread Bancário para as pessoas

O Spread Bancário é muito importante na vida das pessoas, independentemente do tamanho da ligação entre os clientes e bancos. Isso porque esses valores interferem diretamente na vida financeira das pessoas.

No caso dos investidores, as alterações na composição do Spread Bancário definirão as porcentagens de rendimentos que eles irão receber das instituições. Em muitos casos, a vida financeira da pessoa está ligada diretamente aos seus investimentos e quando são ligados somente aos bancos, essas variações podem prejudicar as contas.

Há também os investidores que utilizam dos rendimentos conjuntos aos bancos para reinvestir em outros títulos ou em suas empresas. Para esses casos, é importante que eles se protejam e criem reservas diferentes, para que a sustentabilidade do negócio não seja afetada e desestabilizada.

Em relação às pessoas que buscam empréstimos e financiamentos, os motivos são variados, em alguns casos para resolução de dívidas pessoais e em outros para empreendedores. No caso daqueles que buscam utilizar esses recursos para empreender, indica-se estudar o melhor momento, para que não se torne uma bola de neve.

O que dizem os bancos?

Os bancos em sua defesa, destacam os principais motivos que impactam as suas operações na alta volatilidade do mercado financeiro e a inadimplência. A composição do Spread Bancário para as instituições financeiras utiliza os fatores mais relevantes e justos, segundo elas mesmas indicam em seus relatórios.

Tanto o mercado financeiro, quanto os altos níveis de inadimplência praticados contra os bancos estão entre as dificuldades mais expressivas, visto que para conter esses pontos, as instituições precisam criar reservas. Essas são as consideradas “reservas de segurança”, calculadas através de médias e variações históricas, a fim de evitar perdas.

Mesmo que outros fatores sejam relevantes e levados em consideração para compor o Spread Bancário, a justificativa se dá especialmente para os valores que os bancos estão mais suscetíveis a perder. E é por esse motivo que os valores referentes a impostos, aluguéis de prédios de agências ou até mesmo salários são colocados junto dos reais fatores impactantes.

O que dizem os especialistas?

Os especialistas concordam com os motivos expressos pelos bancos, contudo, colocam à prova outros fatores considerados de enorme relevância para que a porcentagem seja tão alta. O principal apontamento é acerca da baixa concorrência, já que os bancos cada vez mais formam um oligopólio.

A falta de concorrência nas transações que envolvem operações de crédito, propiciam um cenário favorável aos bancos, que detém mais de 80% dessas atividades em 2021. No país, os bancos estão no seleto grupo de grandes empresas, destacando-se entre todos os setores da economia e não só no que atua.

Por fim, os especialistas sugerem maiores incentivos fiscais para que novas empresas consigam oferecer serviços em um nível menos desigual. Isso poderá levar as grandes instituições a oferecerem serviços mais baratos e até mesmo serem beneficiadas, reduzindo os valores de inadimplência.



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